quinta-feira, 12 de setembro de 2019

why do we make it so complex

só quero ficar bem sem que isso dependa de outras pessoas, de incontáveis dinheiros entre outros contratos sociais sobre os quais fingimos ter algum controle.
a civilização parece cada vez mais ser um surto coletivo onde todos fingimos que está tudo bem.

eu só quero ser honesta comigo mesma e não sustentar situações e relações por medo, seja da solitude, do fracasso ou do esquecimento - não sei qual é maior, nem se identificar ajuda.
não quero ter de ser minha própria coach ou minha própria social media, a ter de fazer a gestão de minha imagem e minha performance a cada segundo e até no sonho.

eu nem me importo mais em terminar tudo o que começo, pois a esse ponto já percebi que começo coisas demais. só gostaria de poder seguir aprendendo sobre a vida e o mundo ao meu ritmo e à minha curiosidade, sem ter que estampar na minha testa o meu certificado de progresso ou minhas marcas de queda.

acordar, me alongar, tomar sol, comer fruta. cagar, rir, tocar, dançar, gozar, dormir. tudo de novo conforme balance o vento no céu.
talvez esta seja minha única ideia fixa: estar à deriva.
mas quem é que não quer fazer só o que quer?

minha sanidade é proprocional aos livros que fui deixando pela metade, às histórias que conto e já não sei se foram inventadas nem por quem, ao barulho do trânsito, cada vez maior e mais insuportável. com certas coisas eu não quero me acostumar.

não quero aceitar que alguns esforços nem sequer valem o cansaço.

Um comentário:

  1. processo, consistência e dedicação são valores que parecem ter sucumbido à ideia de que tudo é instantâneo, carismático e conversível ao bitcoin

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[esse texto foi salvo automaticamente]

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